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O CAMINHO PARA CASA
É preciso muito café no bule para fazer um dos mais tocantes e emocionantes romances da última década sem que haja, em nenhum momento do filme, um único beijo. Não é para poucos. E mesmo sem o beijo, sem o toque, sem os finalmentes que muitos cineastas acabam adiando ao máximo para provocar uma catarse, “O Caminho Para Casa” transborda romantismo em seus poros. É uma visão idealizada, ingênua até, um amor pueril. Emocionante nas mãos de um mestre da narrativa visual como Zhang Yimou.
O LABIRINTO DO FAUNO
Por sua própria natureza – que expressa uma mescla entre os planos da fantasia e da realidade, condensada em forma de uma fábula permeada por alegorias e metáforas –, um filme como O Labirinto do Fauno (México/Espanha/EUA, 2006) poderia admitir leituras diversas. Entre as leituras possíveis deste belo filme, escrito e dirigido pelo mexicano Guillermo del Toro, exploremos particularmente a questão das relações existentes entre os planos da utopia e da realidade, estes entendidos como construções sociais e históricas, presentes como dimensões finamente entrelaçadas no filme.
O ELOGIO AO ÓCIO
A ideia de que os pobres devem ter direito ao lazer sempre chocou os ricos. Na Inglaterra do início do século XIX, a jornada de trabalho de um homem adulto tinha quinze horas de duração. Algumas crianças cumpriam, às vezes, essa jornada, e para outras a duração era de doze horas. Quando uns abelhudos intrometidos vieram afirmar que a jornada era longa demais, foi-lhes dito que o trabalho mantinha os adultos longe da bebida e as crianças afastadas do crime. Eu era ainda criança quando, pouco depois de os trabalhadores urbanos terem conquistado o direito de voto, e para a total indignação das classes superiores, os feriados públicos foram legalmente instituídos. Lembro-me de uma velha duquesa exclamando: 'O que querem os pobres com esses feriados? Eles deviam estar trabalhando.' Hoje em dia as pessoas são menos francas, mas o sentimento persiste, e é fonte de boa parte de nossa confusão econômica.
CURTA DE ANIMAÇÃO: RABBIT AND DEER
O que aconteceria se indivíduos que vivem em um mundo plano e bidimensional acidentalmente descobrissem que existe um universo alternativo tridimensional, até então invisível para eles? Qual a reação deles ao descobrir que seu mundo plano não passa de um fino papel que esconde uma vasta realidade tridimensional? Essa é a proposta de um surpreendente curta de animação húngaro “Rabbit and Deer” (2013) com mais de 100 prêmios em festivais por todo o mundo.
MÍDIA: PROPAGANDA POLÍTICA E MANIPULAÇÃO
Neste livro, Noam Chomsky fala sobre o poder de manipulação que a mídia exerce nos Estados democráticos modernos, os quais procuram fazer que o povo seja impedido de conduzir seus assuntos pessoais e que os canais de informação sejam estreita e rigidamente controlados. Ele diz como essa noção de Estado democrático se desenvolve e por que e como o problema da mídia e da desinformação se insere nesse contexto.
FILOSOFIA E LITERATURA FRANCESA
O Espaço Ética oferece com exclusividade um dos mais belos, tocantes e divertidos cursos do Professor Clóvis de Barros Filho (*): Filosofia e Literatura Francesa. O Curso, discute questões centrais da filosofia abordadas por pensadores consagrados a partir de clássicos da literatura francesa, escritos por Racine, Molière, Voltaire,.Victor Hugo e outros. Desta forma, a literatura “dá carne” à filosofia, aproximando questões teóricas de alguma experiência de vida. Este curso foi pensado para que filosofia e literatura se ajudem, com ganho intelectivo para apreciadores de uma das duas ou de ambas.
HANNAH ARENDT
O que torna um homem, Homem? Seriam os aspectos biológicos, uma junção de células que criam carnes, ossos, tendões, tecidos dos mais variados? Ou haveria algo além da mera questão evolutiva? Um caráter de humanidade, que diferencia o homem dos demais animais? Uma das mais importantes discussões que perpassa toda a história da filosofia, esta questão é o tema principal do filme “Hannah Arendt”, da diretora alemã Margarethe Von Trotta.
ÉTICA E VERGONHA NA CARA!
Jogar lixo no chão, colar na prova, oferecer dinheiro em troca de algum benefício - todos esses são comportamentos que podem ser facilmente percebidos em nosso dia a dia, quase como se fossem situações corriqueiras e típicas da cultura brasileira. Mas de que maneira isso se reflete na formação de crianças e jovens? A corrupção estaria mais próxima de nossa vida cotidiana do que gostaríamos de supor?
O EXECUTIVO E O MARTELO: REFLEXÕES FORA DA CAIXA SOBRE ÉTICA NOS NEGÓCIOS
Logo na abertura da apresentação deste livro os autores anunciam que pretendem “oferecer uma reflexão filosófica, sociológica e psicanalítica de fácil compreensão sobre os principais temas polêmicos do dia-a-dia das grandes corporações". De fato, as colocações dos professores Clóvis de Barros Filho e Arthur Meucci são facilmente compreensíveis por qualquer leitor interessado no tema central da obra: a ética empresarial.Mas são muito mais do que isso.
ENSAIO SOBRE O PEQUENO PRÍNCIPE
O Pequeno Príncipe não é apenas um livro com teor filosófico ou ficcional, deve ser encarado com maior profundidade, assim como os tratados sobre o Estado, sobre as relações humanas, sobre a felicidade, sobre a amizade, sobre as palavras.
UMA VARANDA PARA O MAR
A realidade é inatingível, a verdade uma fantasia e a memória uma invenção. O passado também é uma invenção. Sobretudo se esse passado, se essas recordações, vêm da infância. O que foi real e o que não foi? O que lembramos? O que se apagou o que se esconde em alguma parte da nossa mente? Os amores desses anos, por exemplo, são recordados como o momento mais idílico da existência. Nesse lugar utópico, tudo se traduz em pequenos grandes atos de amor, quase épicos. No amor infantil, caminha-se nos locais de mãos dadas com a pessoa amada. Não há camas (ainda), não há quartos que protejam corpos nus (ainda); há corpos andando no espaço, descobrindo o mundo.
QUAL É A TUA OBRA?
O que você sente ao ouvir esta pergunta, apresentada aqui, intencionalmente, com a força quase metafísica de uma convocação, da palavra que questiona e reconduz ao núcleo da existência? Você se sente confortável e satisfeito quando pensa na sua obra? Ou se sente inquieto e um tanto quanto desconfortável?
A FADA
Há uma diferencia entre o tolo mau e o tolo inocente. Como tolo mau, que tem uma estranha mistura com o próprio mal, temos Pável Fiódorovich Smerdiakov, em Os Irmãos Karamazov. Pável estava cheio de complexos, era desprezível, rancoroso e sempre andava pelas esquinas, fazendo-se de desentendido, concebendo obscuridades secretas. E também temos Lennie, em Ratos e Homens. Lennie, acidentalmente, acabou matando uma menina. Mas Lennie era muito forte e muito burro, e o assassinato foi acidental. Os personagens dos romances de Jim Thompson também têm algo rompido em sua cabeça. São uns garotões tranquilos, que passam despercebidos e, de repente, explodem. Carregam uma bomba relógio por dentro. De certa forma também são tolos, ou se passam por. Se lembrarmos de Os Idiotas (The Idioterne, 1998) de Lars von Trier, temos uma clara concepção cultural destas pessoas. O tolo, o idiota, primordial, adâmico, é totalmente inocente, como uma criança crescida; tudo é perdoado.
QUANDO NIETZSCHE CHOROU
Adaptação de um dos maiores sucessos literários no Brasil, o livro homônimo de Irvin Yalom, o filme "Quando Nietzsche Chorou" conta à história de um encontro fictício entre o filósofo alemão Friedrich Nietzsche (Armand Assante) e o médico Josef Breuer (Ben Cross), professor de Sigmund Freud (Jamie Elman). Nietzsche é ainda um filósofo desconhecido, pobre e com tendências suicidas. Breuer passa por uma má fase após ter se envolvido emocionalmente com uma de suas pacientes, Bertha (Michal Yannai), com quem cria uma obsessão sexual e fica completamente atormentado. Breuer é procurado por Lou Salome (Katheryn Winnick), amiga de Nietzsche, com quem teve um relacionamento atribulado. Ela está empenhada em curá-lo de sua depressão e desespero e pede ao médico que o trate com sua controversa técnica da "terapia através da fala". O tratamento vira uma verdadeira aula de psicanálise, onde os dois terão que mergulhar em si próprios, em um difícil processo de autoconhecimento. Eles então descobrem o poder da amizade e do amor.
POLÍTICA - PARA NÃO SER IDIOTA
Este livro apresenta um debate sobre os rumos da política na sociedade. São abordados temas como a participação na vida pública, o embate entre liberdade pessoal e bem comum, os vieses de escolhas e constrangimentos, o descaso dos mais jovens em relação à democracia, a importância da ecocidadania.
FRANGO COM AMEIXAS
Depois do sucesso da graphic novel Persépolis (2007), adaptada para o cinema em uma fabulosa animação, a quadrinista iraniana Marjane Satrapi, novamente em parceria com Vincent Paronnaud, deixa um pouco de lado a sua autobiografia, para resgatar uma antiga história de família, agora em Frango com Ameixas (Poulet aux Prunes,2011,França, Alemanha, Bélgica).
FILOSOFANDO
KOALA PEDE ÁGUA A CICLISTA
“Pouco importa que os outros dirijam o olhar para você, se estiver decidido a ser bom, generoso, altruísta e compassivo. Consciente de estar fazendo o melhor, nenhum fracasso poderá perturbar a sua serenidade interior. E você não precisará estar constantemente reconsiderando seus objetivos.” (Dalai Lama).
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