Desde o século XV, Joana D'Arc tem sido uma das mulheres mais importantes da História. Não existe, em toda a Idade Média, alguém não pertencente à nobreza cuja vida tenha sido tão bem documentada. Cientistas e artistas tentaram decifrar o enigma no qual ela se transformou: santa, herética, guerreira, feminista, homossexual, esquizofrênica, médium, virgem, prostituta, mártir, vitoriosa, injustiçada, feiticeira. São controversos os adjetivos vinculados à jovem camponesa cuja interferência na história da França foi tão rápida e decisiva: libertar o cerco de Orléans do jugo dos ingleses, coroar o Delfim Carlos VII como legítimo rei da França, restituir a confiança de uma nação, e logo depois de ser traída, vendida e queimada na fogueira em 1431, após um julgamento polêmico e, provavelmente, fraudulento.
