Desde o século XV, Joana D'Arc tem sido uma das mulheres mais importantes da História. Não existe, em toda a Idade Média, alguém não pertencente à nobreza cuja vida tenha sido tão bem documentada. Cientistas e artistas tentaram decifrar o enigma no qual ela se transformou: santa, herética, guerreira, feminista, homossexual, esquizofrênica, médium, virgem, prostituta, mártir, vitoriosa, injustiçada, feiticeira. São controversos os adjetivos vinculados à jovem camponesa cuja interferência na história da França foi tão rápida e decisiva: libertar o cerco de Orléans do jugo dos ingleses, coroar o Delfim Carlos VII como legítimo rei da França, restituir a confiança de uma nação, e logo depois de ser traída, vendida e queimada na fogueira em 1431, após um julgamento polêmico e, provavelmente, fraudulento.
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EXPOSIÇÃO: MÁQUINA TADEUSZ KANTOR
Foi inaugurada recentemente em São Paulo uma exposição imperdível, dedicada à obra de um dos maiores artistas do século XX, o encenador polonês Tadeusz Kantor (1915-1990). Se você nunca ouviu falar nele, não se preocupe: fora da restrita esfera das artes cênicas, pouca gente teve essa felicidade. Pois saiba que, além de ter sido um destacável artista plástico, criador de pinturas, performances e happenings antológicos, a importância de Tadeusz Kantor para a história do teatro equivale à de nomes como, por exemplo, Bertolt Brecht ou Constantin Stanislavski.
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