O VERMELHO E O NEGRO





Entre todos os romances produzidos na história da literatura mundial, O vermelho e o Negro é o mais clássico, vasto, célebre, radical e brilhante. A saga romântica de Julien Sorel e suas "eternas e definitivas" amadas Sra. de Rênal e Mathilde de La Mole é um livro marco dentro da arte de escrever e do romance, além de retratar como ninguém as complexas relações sociais na França do período da Restauração napoleônica. 

Inspirado em fatos reais (um escândalo entre famílias de destaque da burguesia francesa), O vermelho e o Negro rompe com a tradição do romantismo, introduzindo o realismo no romance francês. Henri Beyle, dito Stendhal, nasceu em Grenoble, na França, em 1783 e morreu em Paris em 1842. Brilhante, culto, foi figura de destaque no mundo intelectual de sua época. Lutou na Itália e permaneceu no exército até 1802. Sua experiência italiana rendeu-lhe muitas obras, entre elas o famoso relato Promenade dans Rome. Escreveu vários ensaios sobre arte e uma História da pintura. Como romancista, suas obras mais importantes são este O vermelho e o negro e A cartuxa de Parma.

Autor



Marie Henri Beyle, mais conhecido como Stendhal (Grenoble, 23 de janeiro de 1783 –Paris, 23 de março de 1842) notabilizou-se como romancista e crítico. Seu estilo, ao contrário do excesso de ornamentos, valorizava o perfil psicológico dos personagens, a interpretação de seus atos, sentimentos e paixões. Seus romances mais conhecidos são: Do amor (1822), O vermelho e o Negro (1831) e A cartuxa de Parma (1839), obras de notável análise psicológica, escritas todas elas com uma precisão e uma nudez simultaneamente naturais e intencionais. As duas últimas podem ser chamadas de novelas de aprendizagem, e compartilham de rasgos românticos e realistas; nelas aparece um novo tipo de herói, tipicamente moderno, caracterizado por seu isolamento da sociedade e seu confronto com suas convenções e ideais, no que muito possivelmente se reflete em parte a personalidade do próprio Stendhal.
Como crítico, escreveu: História da pintura na Itália (1817); Roma, Nápoles e Florença (1817) e as vidas de Mozart, Napoleão, Rossini, entre outros. Stendhal seguiu a princípio a carreira comercial e empreendeu em 1814 uma viagem de estudo pela Itália. Dândi afamado, freqüentava os salões de maneira assídua, enquanto sobrevivia com os redimentos obtidos com suas colaborações em algumas revistas literárias. Em 1821 foi expulso de Milão, suspeito de estar filiado a um clube de carbonários. Regressando a Paris, onde seu nome era, então, já citado com respeito, aí permaneceu até que foi nomeado cônsul em Trieste e depois em Civita Vechia, posto que ocupava quando faleceu em decorrência de um ataque de apoplexia.
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